domingo, 9 de setembro de 2012

Domingo. Domingo depois de um sábado-feriado. Alguém sem mala pode pedir algo pior que isso?
Aqui estou eu. Meu primeiro dia em Málaga. A noite foi complicada. Nada como uma festa no hostel pra não te deixar dormir. Barulhos à parte e vencida pelo cansaço, só vou dizer que essa noite me ensinou o verdadeiro sentido de dormir de "calça jeans" (afinal, na muda de roupa na mochila o que a gente leva? Jeans!).
Acordei bem cedo pra tomar café e pensei que, finalmente, alguma coisa iria dar certo quando o recepcionista disse que ia me mostrar onde havia um lugar para comprar itens de sobrevivência. Minha primeira impressão de Málaga é de uma cidade bonitinha. Me lembra um pouco Amsterdã. Só que as mulheres tem  a péssima ideia de que vestidos tomara-que-caia ficam bem em todo mundo. Domingo aqui é bem calmo, todo mundo indo pra missa. Não sei como elas conseguem usar saltos tão altos. Eu, de all-star, tropecei umas três vezes no caminho até o hostel.
Estou bem no centro de Málaga, em uma plaza pequena perto de várias boates e bares. Nada como sentir que está bem sozinha e perdida. Não sei se alugo uma bicicleta, se arrumo um mapa - vou me perder de qualquer jeito por aqui! Amanhã a busca por apartamentos está oficialmente aberta!
Aceitar a ajuda do recepcionista foi a pior ideia do mundo. O ser humano não entende inglês e só "mais ou menos" de espanhol... Devia ter desconfiado de uma pessoa que trabalha só de noite no hostel. Muito simpático ele. Demais até.
Bem, todas as lojas estão fechadas. Os restaurantes são bem caros por aqui. Esse é o lado ruim de estar sozinha. Ter que tomar todas as decisões pode até fazer tudo ir mais rápido, mas às vezes você pode acabar sem fazer nada. Andar aleatoriamente pela cidade, ficar sem jantar, estar perdida. Não de localização, assim um mapa pode te ajudar. Estar perdida no sentido de não saber o que fazer. Ninguém para te ajudar ou para rir junto. É estar sozinha no meio de uma multidão, literalmente. Você não conhece ninguém e ninguém te conhece. O que pode ser feito? Talvez a solução seja realmente andar e só parar quando sentir fome.

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